Comparação entre técnicas de planejamento de radioterapia para câncer de mama

O planejamento de radioterapia para combater o câncer de mama tem como finalidade erradicar as células tumorais da mama e os linfonodos acometidos pela doença, além de prevenir a recorrência de metástase. Para isso, podem ser adotadas terapias locais, como a cirurgia e a radioterapia, e o tratamento sistêmico – que inclui a terapia endócrina, a de anticorpos, bem como a quimioterapia.

Diante de um cenário onde os números de casos de câncer de mama são cada vez maiores, a doença representa um verdadeiro desafio para a saúde nacional, uma vez que há uma série de fatores que influenciam na disparidade das taxas de sobrevivência no país, entre os quais está o atraso no diagnóstico e a falta de acesso ao tratamento.

A radioterapia para o câncer de mama pode ser realizada em todo volume da mama ou em apenas uma parte dela, na parede torácica e nos linfonodos regionais. O tratamento neoadjuvante com radioterapia, ou seja, realizado antes do tratamento principal, pode melhorar significativamente a sobrevida livre de doença sem reduzir a sobrevida global, especialmente para pacientes com receptor de estrogênio positivo e no estágio inicial da doença. Já a radioterapia adjuvante, ou seja, feita de maneira complementar, após outro tipo de tratamento, demonstra melhor controle locorregional, e, além disso, traz benefícios à sobrevida global para os casos de cirurgia conservadora seguida de radioterapia, irradiação nodal regional e radioterapia pós-mastectomia.

Levando isso em consideração, foi realizado um estudo do qual fizeram parte dois dos colaboradores da Corb Radioterapia, Tatiane Mayla Domingos Prandi, dosimetrista especialista em radioterapia, e Herofen Zaias, físico médico especialista em radioterapia. A pesquisa em questão comparou as doses de radiação nos órgãos de risco e no volume-alvo de tratamento com as diferentes técnicas de planejamento de radioterapia: a radioterapia 3D conformacional (3D-CRT), a radioterapia de intensidade modulada (IMRT) e a arcoterapia volumétrica modulada (VMAT).

Como conclusão, os pesquisadores observaram que as técnicas convencionais 3D-CRT apresentaram menores doses nos órgãos de risco. Contudo, as técnicas IMRT e VMAT obtiveram melhor homogeneidade e conformidade da dose distribuída no PTV ao comparar as técnicas convencionais.

Sabe-se que a escolha da técnica de tratamento para o planejamento de radioterapiano câncer de mama deve ser feita individualmente, baseada no equilíbrio entre os riscos e benefícios da modalidade, considerando também as características anatômicas da paciente que podem influenciar na seleção da técnica ideal.

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