Radioterapia de cabeça e pescoço: quando é indicada e como funciona?
Os tumores de cabeça e pescoço formam um grupo amplo de doenças que podem surgir na cavidade oral, faringe, laringe, cavidade nasal e seios paranasais, além de glândulas salivares. Essas regiões estão ligadas a funções essenciais como fala, deglutição, respiração, paladar e olfato, por isso, o tratamento precisa equilibrar controle do tumor e preservação de função.
Entre as principais modalidades terapêuticas, a radioterapia de cabeça e pescoço é uma das mais utilizadas, seja como tratamento principal, seja em combinação com cirurgia e/ou quimioterapia. Neste artigo, você vai entender por que ela é uma opção importante, quais técnicas são usadas hoje e como os equipamentos modernos tornam o tratamento mais preciso.
Diagnóstico e estadiamento antes da radioterapia de cabeça e pescoço
Os sintomas do câncer de cabeça e pescoço podem ser inespecíficos e, por isso, não devem ser negligenciados. Alguns sinais comuns incluem:
- Dor persistente na boca;
- Feridas na via aerodigestiva que não cicatrizam;
- Rouquidão persistente por mais de duas semanas;
- Nódulos no pescoço;
- Perda de peso e falta de apetite.
Os sintomas podem variar conforme a localização da doença. Por exemplo, obstrução/sangramento nasal (cavidade nasal e seios paranasais), dor no ouvido e dificuldade de ouvir(nasofaringe), dificuldade para engolir e dor no ouvido (orofaringe), tosse e falta de ar (laringe), entre outros.
O diagnóstico costuma ser confirmado por biópsia, com a retirada de fragmento de tecido, ou por punção guiada por imagem em casos selecionados. Após a confirmação, o médico solicita exames para estadiamento, que avalia tamanho do tumor, comprometimento de gânglios no pescoço, presença de disseminação para órgãos distantes.
Podem ser usados tomografia, ressonância, PET-CT e procedimentos endoscópicos, como nasofaringoscopia, laringoscopia, faringoscopia, conforme a região.
De forma geral, os casos são classificados como:
✔ Iniciais: tumor pequeno e restrito ao local.
✔ Localmente avançados: maior e/ou com gânglios no pescoço.
✔ Metastáticos: disseminação para órgãos como pulmões e ossos.
Esse passo é decisivo para definir se a radioterapia de cabeça e pescoço será indicada como tratamento único, associada a outras terapias ou usada para controle de sintomas.
Por que a radioterapia de cabeça e pescoço é uma opção de tratamento?
A radioterapia de cabeça e pescoço usa radiação para destruir células tumorais e impedir que elas se multipliquem, com o máximo de proteção possível aos tecidos saudáveis ao redor. Ela pode ser indicada em diferentes cenários:
1. Tratamento definitivo (sem cirurgia)
Em alguns tumores iniciais, a radioterapia pode ser uma alternativa de primeira escolha, com ótimo controle e foco em preservação de órgãos.
2. Após cirurgia (adjuvante)
Feita após a cirurgia e quando há fatores de risco para recidiva (conforme avaliação médica e patológica), é usada para reduzir a chance de retorno da doença.
3. Em combinação com quimioterapia (quimiorradioterapia)
Em casos localmente avançados, associar tratamentos pode aumentar a eficácia, especialmente para controle local e regional. A Quimioterapia sensibiliza as células tumorais, fazendo com que a Radioterapia seja mais eficaz.
4. Radioterapia paliativa
Quando o objetivo é aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida (dor, sangramento, dificuldade para engolir), a radioterapia pode ajudar com esquemas mais curtos, quando indicado.
O grande ponto é que a radioterapia de cabeça e pescoço faz parte de uma estratégia individualizada, construída por um time multidisciplinar: cirurgia de cabeça e pescoço, oncologia, radioterapia, odontologia, nutrição, fonoaudiologia, enfermagem e psicologia.
Hoje, o tratamento é planejado para entregar dose alta no tumor e reduzir dose em estruturas sensíveis (glândulas salivares, medula, mandíbula, faringe, laringe etc.). Entre as técnicas mais usadas na radioterapia de cabeça e pescoço:
- IMRT (Radioterapia de Intensidade Modulada):
É um marco no tratamento de cabeça e pescoço. A IMRT permite “moldar” a dose ao formato do tumor e poupar órgãos de risco, o que pode reduzir efeitos tardios como boca seca em comparação a técnicas mais antigas.
- VMAT (Arcoterapia):
A VMAT é uma variação moderna do IMRT, que entrega a radiação em arcos, otimizando a distribuição de dose e, em muitos casos, reduzindo o tempo de aplicação.
- IGRT (Radioterapia Guiada por Imagem):
Antes e, às vezes durantes as sessões, são feitas imagens para confirmar o posicionamento e aumentar a precisão, especialmente importante na radioterapia de cabeça e pescoço, onde milímetros fazem diferença.
- 3D-CRT (Conformacional 3D):
Ainda pode ser utilizada em situações específicas, dependendo da indicação e do objetivo terapêutico.
Radioterapia de cabeça e pescoço na Corb: saiba como podemos ajudar
A radioterapia de cabeça e pescoço exige planejamento cuidadoso, tecnologia adequada e uma equipe experiente para oferecer precisão e acolhimento em cada etapa.
Se você ou um familiar recebeu indicação de radioterapia, a Corb Radioterapia pode orientar sobre o processo, esclarecer dúvidas e avaliar a melhor estratégia junto ao médico assistente. Fale com a Corb Radioterapia e conheça nossos serviços, estrutura e equipe especializada em tratamentos radioterápicos.
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